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ONDE ENCONTRAR AJUDA


COMO AJUDAR

O crack é uma droga que causa dependência com muita rapidez. Para o usuário se recuperar, a ajuda precisa vir na mesma velocidade. O primeiro passo é buscar ajuda de profissionais especializados e iniciar o tratamento. No Brasil existem instituições que prestam atendimento tanto para a família quanto para o dependente. 

REDUÇÃO DE DANOS

Nem sempre é possível alcançar, de imediato, a abstinência do uso da droga e muitas pessoas continuarão a usá-la, mesmo depois de um processo de tratamento. Nesse sentido, é preciso encontrar alternativas capazes de reduzir os prejuízos associados a este consumo.

Incentivar o dependente de crack a cuidar de si, sem que a condição para isso seja a interrupção total do uso da droga, é a estratégia central das ações de Redução de Danos à saúde do usuário. Ao reduzirem os problemas associados com o uso de drogas no âmbito social, econômico e de saúde, estas estratégias beneficiam o usuário, seus familiares e a própria comunidade. 

Segundo Tarcísio Andrade, psiquiatra e professor adjunto da Faculdade de Medicina da Bahia, as práticas de Redução de Danos são baseadas em princípios de pragmatismo e compreensão da diversidade. As ações são pragmáticas porque tratam como imprescindível a oferta de atendimento para todas as pessoas nos serviços de saúde, inclusive para aqueles que não querem ou não conseguem interromper o uso do crack. O esforço é pela preservação da vida. Do mesmo modo, as estratégias de redução de danos se caracterizam pela tolerância, pois evitam o julgamento moral sobre os comportamentos relacionados ao uso do crack e às práticas sexuais, assim como intervenções autoritárias e preconceituosas. Oferecer estes serviços de abordagem, muitas vezes na própria rua e nos contextos de uso da droga, também pode evitar a exposição a outras situações de risco e aproximar o usuário das instituições de saúde, abrindo a possibilidade de que ele venha pedir ajuda quando necessário. Além disso, permite que o serviço de saúde possa acompanhá-lo de forma mais próxima. 

INICIATIVAS PRÁTICAS

De acordo com o psiquiatra Marcelo Cruz, coordenador do Programa de Estudos e Assistência ao Uso Indevido de Drogas (Projad) e professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, as ações para redução dos riscos de contaminação por doenças entre usuários de drogas injetáveis e também durante a prática sexual marcaram o início das estratégias de Redução de Danos no País. Com o sucesso dessas ações, elas passaram a ser usadas também na prevenção de outras práticas de risco, tais como os problemas com drogas não injetáveis, como é o caso do crack nos dias de hoje. Ainda segundo o psiquiatra, a estratégia de redução de danos para usuários de crack prevê a distribuição de preservativos, a disponibilização de informações sobre os riscos de contaminação pelo compartilhamento de cachimbos e sobre os cuidados para a prática de sexo mais seguro. Assim, a atividade de abordagem dos usuários nos locais de uso da droga não é um fim em si, mas um serviço oferecido junto a muitos outros, com o objetivo geral de preservação da saúde.

Nesse processo de Redução Danos, ações preventivas, como a substituição de cachimbos improvisados por outros de melhor qualidade, evitam a contaminação do usuário por bactérias. "Oferecer cachimbos que não superaquecem ajuda a reduzir lesões bucais e infecções secundárias", afirma Francisco Inácio Bastos, psiquiatra e doutor em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Afastar o usuário dos locais de consumo e venda da droga também ajuda a minimizar os riscos. "É imprescindível recorrer à ajuda profissional para tentar diminuir a compulsão pelo uso da droga e para que o usuário tenha também outras formas de estímulo, seja com medicamentos ou através de outras ações", diz Bastos. Também é importante tentar regularizar a alimentação e o sono, o que reduz o risco de anemia e desnutrição e impede o agravamento de doenças físicas e mentais. “Todo comprometimento orgânico-nutricional é grave. Algumas pessoas, em decorrência do uso de substâncias psicoativas, deixam de se alimentar adequadamente. Particularmente na infância, isso impossibilita a absorção de vitaminas e pode causar danos ao sistema nervoso, às vezes irreversíveis”, afirma Antonio Nery Filho, professor e psiquiatra do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Além das medidas práticas e paliativas, é importante valorizar e estimular a vivência das habilidades e potencialidades do usuário. "O usuário de crack é uma pessoa insegura que busca, através da droga, suprir esta angústia de pensar que não é capaz”, diz a psicóloga Raquel Barros, da ONG Lua Nova de Sorocaba (SP). Ajudar o dependente a reconstruir vínculos com a família e a sociedade também ajuda a diminuir os prejuízos do consumo do crack. “A droga só tem sentido na vida de um usuário a partir do momento em que ele não consegue estabelecer relações que o façam sentir-se como uma pessoa importante”, diz a psicóloga.

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

Unidades básicas de saúde ou centros de saúde (SUS)

Oferecem atendimento médico, e/ou de outros profissionais que farão uma primeira avaliação do usuário para que ele inicie o tratamento na própria unidade ou seja encaminhado para o serviço especializado

Centros de Atenção Psicossocial (Caps)

Serviço especializado de atenção aos usuários que oferece atendimento médico psiquiátrico, psicológico e de outros profissionais, distribuição de medicação e apoio para as famílias.

Consultório na Rua Oferecem acolhimento, apoio e encaminhamento para pessoas que moram ou se encontram em situação de rua e estão distanciados das unidades de serviços de saúde. O atendimento aos dependentes químicos ocorre um ambulatório móvel por equipe formada por médicos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e pedagogos.

Programa de Redução de Danos

Ações preventivas e de acolhimento, como avaliação, atendimento e encaminhamento para rede de saúde e de assistência social.

Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF)

Equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, que atuam junto aos profissionais das equipes de Saúde da Família.

Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS ad 24 horas)

Serviço específico para o cuidado, atenção integral e continuada às pessoas com necessidades em decorrência do uso de álcool, crack e outras drogas. Seu público específico são os adultos, mas também podem atender crianças e adolescentes, desde que observadas as orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Centro de Atenção Psicossocial para Infância e Adolescência (CAPSi)

Serviço que acolhe crianças, adolescentes e jovens até 25 anos de idade, com transtornos mentais e/ou com problemas em decorrência do uso de álcool, crack e outras drogas, observando as orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Enfermarias Especializadas

Oferecem suporte hospitalar de curta duração, para situações de urgência/emergência decorrentes do consumo ou abstinência de álcool, crack e outras drogas, bem como de comorbidades psiquiátricas e/ou clínicas, atuando como retaguarda para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e demais serviços de saúde do município ou região de saúde.

Unidades de Acolhimento Adulto (UAA)

Oferece acolhimento transitório às pessoas de ambos os sexos, com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, referenciados pelos CAPS, preferencialmente pelo CAPS ad, ou por serviços da Atenção Básica de forma compartilhada, como o CAPS. Acolhe e oferece cuidados contínuos e protetivos para até 15 pessoas maiores de 18 anos de idade.

Unidades de Acolhimento Infanto-juvenil (Uai)

Serviço de acolhimento transitório às crianças e adolescentes de ambos os sexos, de 10 a 18 anos de idade, com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, referenciados pelos CAPS ou por serviços da Atenção Básica de forma compartilhada, como os CAPS. Acolhe e oferece cuidados contínuos e protetivos para até 10 crianças e adolescentes, observando as orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Comunidades Terapêuticas (CT)

Oferecem atenção e cuidado aos adultos, de ambos os sexos, com necessidades em decorrência do uso de álcool, crack e outras drogas, que apresentem quadro clínico estável. O acolhimento na CT é referenciado pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS ad 24h), compartilhado com a Atenção Básica.

SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (SUAS)

Sistema organiza as ações, programas e serviços da Assistência Social em dois tipos: a Proteção Social Básica, que tem papel preventivo na vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social; e a Proteção Social Especial, que é direcionada a quem já se encontra em situação de risco, seja pelo uso de drogas, ou outros aspectos como maus-tratos, abuso sexual e abandono.

Centros de Referência de Assistência Social (CRAS)


Oferece serviços da proteção básica social em locais que apresentam risco social. O CRAS organiza ações de informação e sensibilização nos espaços públicos, campanhas de esclarecimento sobre os riscos de uso das drogas, além de trabalhos sociais com as famílias.

Centros de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS)


Serviço de acompanhamento a indivíduos que já estejam em situações de risco associadas ao uso do crack e outras drogas. Realiza trabalhos de abordagem social nos territórios, encaminhamento às redes de saúde, atendimento nos períodos pós-internação, apoio à reinserção social e fortalecimento das relações familiares.

Centros POP (Centros de Referência Especializados para Pessoas em situação de Rua)


Nestas unidades, o trabalho se concentra na identificação do uso de drogas por indivíduos em situação de rua, sensibilização dos mesmos para iniciar um tratamento e incentivo ao processo de saída desta condição.

VIVAVOZ

O VivaVoz é um serviço de atendimento telefônico gratuito, exclusivo e especializado em fornecer informações sobre qualquer tipo de droga e seus efeitos no organismo, além de orientar na busca de locais para tratamento. Por meio do número 132, qualquer cidadão com dúvidas será atendido 24 horas, durante todos os dias da semana, inclusive feriados.

O serviço pode ajudar informando quais são as características de pessoas que estão em fase de uso ou de dependência de drogas; pode auxiliar no oferecimento de opções de estratégias de prevenção do uso de qualquer substância; além de indicar fontes e locais de atendimento, tratamento e outros locais onde a família, o usuário ou o dependente podem buscar ajuda.

O VivaVoz atua de modo ativo e reativo, sempre mantendo o sigilo das informações e a identidade dos usuários do serviço. Pessoas identificadas como ‘casos graves’ podem optar por receber o acompanhamento da sua situação, por meio de ligações periódicas. Elas também podem optar por retornar a ligação ao serviço, para relatarem sua evolução, suas dificuldades, seus sucessos e possíveis recaídas. 

Os consultores do serviço são profissionais de saúde, educação e assistência social. A diversidade das áreas de atuação é importante pelo fato do tema drogas envolver diferentes aspectos da vida dos dependentes e dos seus familiares. Profissionais com nível de mestrado e doutorado em temas relacionados às drogas são responsáveis por supervisionar e monitorar as ligações, e podem auxiliar em qualquer dúvida mais específica que possa surgir.

Cidadãos interessados em denunciar a atuação do tráfico de drogas ou outros crimes devem ligar para a Polícia Militar (190) ou para o Disque Denúncia (181).

 

fonte: http://www2.brasil.gov.br/crackepossivelvencer/home


 
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